A frequência que você alimenta

Frequência Plena – Programa 02 – 10.08.2026

Em que frequência você está vivendo?

Há momentos em que a vida não grita. Ela apenas sussurra.

Sussurra por meio de um encontro inesperado, de uma palavra, de uma música ou de uma voz que chega até você exatamente no instante em que precisava ser ouvida.

Talvez esta seja apenas mais uma noite/um dia. Ou talvez seja o momento em que algo dentro de você começa a despertar.

Respire. Perceba o espaço dentro de você.

Antes do medo, existe você.
Antes da pressa, existe você.
Antes da tristeza, existe você.

Antes de todas as histórias que contaram sobre quem você deveria ser, existe a sua essência.

Pura.
Sagrada.
Viva.
Amorosa.

Hoje, vamos olhar para a frequência em que estamos vivendo.

Não para julgar.
Não para culpar.
Mas para perceber.

Porque, quando percebemos, começamos a despertar. E, quando despertamos, uma escolha se abre: a escolha de voltar para nós mesmos.

Respire fundo…

Porque talvez este não seja apenas o início de mais um programa.

Talvez seja o início de uma nova frequência dentro de você.

Depois de lembrar quem somos, é hora de perceber de onde estamos vivendo

No nosso primeiro encontro, conversamos sobre quem realmente somos.

Relembramos que somos seres divinos, filhos do Criador e essencialmente amor. Falamos sobre a possibilidade de não nos reduzirmos aos problemas que estamos vivendo, às histórias que nos contaram ou aos papéis que aprendemos a desempenhar.

Também conhecemos três palavras que orientam este programa:

Presença, consciência e escolha.

Depois de lembrar quem somos, o próximo passo é perceber de onde estamos vivendo.

A partir de que lugar interno pensamos, sentimos, escolhemos e agimos?

É disso que vamos falar hoje.

E talvez, ao longo dessa conversa, você perceba que uma vida mais plena, leve, maravilhosa e possível não começa necessariamente com uma grande mudança externa.

Ela pode começar com uma percepção. Com uma pausa. Com uma escolha diferente.

O que é frequência?

Quando falamos em frequência, não estamos falando apenas de algo distante ou abstrato. Estamos falando do estado interno a partir do qual vivemos.

A frequência é o lugar emocional, mental e energético de onde pensamos, sentimos, escolhemos e agimos.

É como se fosse o clima dentro de nós.

Há dias ensolarados. Há dias nublados. Há dias de tempestade.

Mas nenhum desses estados define completamente quem somos.

Em alguns momentos, podemos estar vivendo em paz, confiança, presença e esperança. Em outros, podemos nos perceber tomados pelo medo, pela pressa, pela ansiedade, pela tristeza, pela sensação de escassez, pela comparação ou pela necessidade de aprovação. Esses estados podem atravessar a nossa experiência, mas não precisam se transformar na nossa identidade.

Podemos sentir medo sem sermos o medo. Podemos viver um momento de tristeza sem sermos a tristeza. Podemos atravessar uma tempestade sem deixarmos de ser o céu.

Como diz uma imagem muito poderosa: a nuvem pode cobrir o céu, mas não apaga o céu.

E talvez seja importante lembrar também: o mundo fora é você dentro.

Essa percepção não deve ser usada para gerar culpa, como se tudo o que acontece fosse responsabilidade individual. Ela pode ser compreendida como um convite à consciência: observar o que está acontecendo dentro de nós e reconhecer como esse estado influencia a maneira como interpretamos, sentimos e respondemos ao mundo.

Não somos a frequência que atravessamos

Este é um ponto essencial.

Perceber não é julgar.

Reconhecer não é se culpar.

Estar em um momento difícil não significa ter perdido a própria essência.

Todos nós atravessamos estados diferentes. Todos temos dias de cansaço, insegurança, raiva, medo, desânimo e confusão.

O problema não está em sentir. O problema começa quando acreditamos que somos apenas aquilo que estamos sentindo.

Quando digo “eu sou ansioso”, “eu sou um fracasso”, “eu sou incapaz” ou “eu sou uma pessoa triste”, posso estar transformando um estado passageiro em uma definição permanente sobre mim.

Mas existe uma diferença entre dizer: “Estou sentindo ansiedade” e dizer: “Eu sou a ansiedade.”

A primeira frase abre espaço para observar. A segunda pode aprisionar.

Por isso, a proposta não é negar o que você sente. É permitir que o sentimento seja percebido sem ocupar todo o espaço da sua identidade.

Você pode observar a tristeza.
Pode acolher o medo.
Pode reconhecer a raiva.
Pode perceber a pressa.

E, ainda assim, continuar sendo muito mais do que tudo isso.

O que alimenta uma frequência?

Uma frequência é fortalecida pelo que repetimos e sustentamos ao longo do tempo.

Ela pode ser alimentada por:

  • pensamentos repetitivos;
  • palavras que dizemos sobre nós mesmos;
  • histórias que contamos;
  • conversas que mantemos;
  • conteúdos que consumimos;
  • ambientes em que permanecemos;
  • hábitos;
  • escolhas feitas no automático;
  • atenção constante ao que consideramos negativo.

Observe algumas frases que, às vezes, repetimos sem perceber:

“Eu não mereço.”
“Sou uma burra.”
“Não consigo.”
“Nada vai dar certo.”
“Isso nunca funciona para mim.”

Quando repetimos essas afirmações diariamente, vamos fortalecendo um determinado espaço interno.

Isso não significa que basta pensar positivo ou que tudo o que acontece é culpa nossa. Significa apenas que podemos observar o que estamos alimentando.

Por exemplo: quando uma porta se fecha, é comum concentrarmos toda a nossa atenção na perda, na frustração ou no que não aconteceu.

Mas será que existe uma janela aberta que ainda não estamos percebendo?

A questão não é fingir que a porta fechada não existe. É não permitir que ela seja a única coisa que conseguimos enxergar.

Quando escolhemos sempre pela pressa, alimentamos a pressa, a ansiedade e todas as reações que podem vir depois dela.

Quando dizemos “sim” querendo dizer “não”, alimentamos a desconexão de nós mesmos, a frustração e, muitas vezes, a raiva que sentimos de nós por não termos respeitado a nossa própria verdade.

Quando repetimos que nada vai dar certo, fortalecemos um espaço de preocupação.

Por isso, o convite é buscar coerência entre o que pensamos, sentimos, falamos, vibramos e vivemos.

Essa mudança não acontece em um único dia. É um treinamento diário. É respirar, perceber e escolher novamente.

É praticar o “orai e vigiai” — não como uma vigilância tensa, mas como um estado de presença diante da própria vida.

Quando vivemos no automático

Muitas vezes, não estamos realmente escolhendo. Estamos apenas reagindo.

Respondemos sem pensar e depois nos perguntamos: “Por que eu falei isso?”

Escolhemos por medo.

Deixamos de ir, fazer, receber ou aceitar algo porque imaginamos que pode dar errado.

Dizemos “sim” ou “não” apenas para agradar alguém.

Fazemos algo para não decepcionar.

Permanecemos em uma situação por insegurança.

Deixamos de seguir um desejo porque acreditamos que o caminho mais seguro é sempre o melhor.

Talvez você já tenha deixado de empreender por medo de abandonar um emprego estável.

Talvez tenha escolhido uma profissão apenas porque parecia mais segura.

Talvez tenha repetido um padrão que já sabia que não funcionava e, depois, tenha pensado: “Eu fiz isso de novo.”

É assim que o automático opera.

Ele repete caminhos conhecidos, mesmo quando esses caminhos já não nos levam para onde desejamos ir.

Então, faça uma pausa e pergunte a si mesmo: Você está escolhendo ou apenas reagindo ao que está acontecendo? A qual frequência isso tem te levado?

Presença, consciência e escolha

A presença ajuda você a perceber o que está acontecendo dentro de si.

A consciência ajuda a compreender o que você está alimentando e repetindo.

A escolha permite abrir uma nova possibilidade.

Podemos resumir assim:

Sem presença, eu não percebo.
Sem consciência, eu repito.
Sem escolha, eu permaneço no automático.

A presença traz você para o agora.

A consciência ilumina o que estava oculto.

A escolha movimenta você a partir da verdade que foi percebida.

Perguntas para refletir

Agora, faça uma pausa.

Respire e observe:

  • Em que estado interno tenho vivido?
  • O que tem ocupado mais espaço dentro de mim?
  • O que tenho alimentado com os meus pensamentos e palavras?
  • Que escolha tenho feito no automático?
  • O que estou escolhendo por medo?
  • Onde estou dizendo “sim” quando gostaria de dizer “não”?
  • O que mais pode ser possível para mim?

Não é necessário responder tudo imediatamente.

Apenas permita que as perguntas criem espaço.

A prática das perguntas

Depois do intervalo, iniciamos uma prática com perguntas inspiradas nas ferramentas do Access.

As perguntas não precisam ser respondidas imediatamente. A proposta é abrir espaço para que novas percepções e possibilidades possam surgir.

Permita que o seu corpo mostre o que está pronto para ser percebido, liberado ou cuidado.

Faça essa prática com gentileza. Se alguma sensação se tornar intensa, volte à respiração, abra os olhos e procure o apoio necessário.

Você não precisa forçar nada.

O silêncio também faz parte da prática.

Percebendo a frequência

Que frequência estou sustentando agora?

O que está mais presente em mim neste momento?

Medo?
Pressa?
Ansiedade?
Tristeza?
Escassez?
Comparação?
Necessidade de aprovação?

Em todos os lugares, espaços, tempos e dimensões em que estou sustentando estados que já não contribuem para a minha vida, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

Percebendo o corpo

Como esse estado aparece no meu corpo?

Existe dor, rigidez, cansaço, aperto, peso ou alguma outra sensação pedindo a minha atenção?

Em todos os lugares e espaços em que estou carregando no meu corpo tensões, desconfortos ou sensações relacionadas a esse estado, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

Percebendo os pensamentos

Que pensamentos acompanham esse espaço?

O que tenho repetido para mim?

Esses pensamentos ampliam as minhas possibilidades ou me mantêm no medo, na pressa e na contração?

Em todos os lugares em que estou repetindo pensamentos que alimentam medo, limitação ou contração, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

Questionando as escolhas

O que estou escolhendo por medo?

Em todos os lugares, espaços e dimensões em que estou escolhendo a partir do medo, da insegurança ou da necessidade de me proteger, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

O que mais é possível escolher agora, a partir da presença, da consciência e da confiança em mim?

O que estou escolhendo para agradar alguém?

Em todos os lugares, espaços, tempos e dimensões em que estou escolhendo para agradar, ser aceita ou receber aprovação de outras pessoas, renunciando à minha verdade e de mim mesma, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

O que mais é possível escolher para mim, a partir da minha verdade, da minha presença e da minha consciência?

É importante esclarecer:

Considerar o outro não é o mesmo que viver para agradar o outro.

Cuidar, respeitar e considerar as pessoas faz parte da nossa humanidade. O que estamos questionando é o momento em que deixamos de nos escutar e passamos a viver apenas para corresponder às expectativas alheias.

De quem é essa escolha?

Em todos os lugares, espaços, tempos e dimensões em que estou fazendo escolhas pelo ponto de vista de outra pessoa, atendendo às necessidades de outra pessoa ou deixando de escolher por mim, eu escolho destruir e descriar tudo isso agora, vezes Deusilhões, por toda a eternidade. (Certo e errado, bom e mau, POD POC, todas as 100, curtos, garotos, POVADs, criações, bases e aléns)*.

O que mais é possível escolher por mim, a partir da minha presença e consciência, sem abandonar a minha própria verdade?

Podemos amar, cuidar e apoiar alguém sem assumir a vida, as escolhas e as responsabilidades dessa pessoa.

Também podemos respeitar o outro sem deixar de nos escutar.

Permanecer na pergunta

Agora, vamos permanecer na pergunta.

Algumas perguntas podem simplesmente abrir espaço para a cocriação de uma nova realidade.

Não procure uma resposta imediata.

Permita que novas possibilidades se apresentem.

O que mais é possível aqui?

Que energia, espaço e consciência eu e o meu corpo podemos ser para perceber, saber e receber tudo o que está disponível para mim agora?

Que escolha eu faria se estivesse verdadeiramente presente?

Que energia, espaço, consciência e escolha eu e o meu corpo podemos ser para permanecermos presentes, percebermos com clareza e fazermos escolhas amplas, conscientes e alinhadas com quem somos?

Que nova possibilidade está disponível para mim?

Que energia, consciência e presença posso ser para perceber, saber, receber e permitir que uma nova possibilidade se revele para mim?

Respire profundamente.

Não é necessário encontrar todas as respostas agora.

Fique na pergunta.

Essa é a beleza dessa ferramenta: não buscar respostas prontas, mas permitir que elas possam surgir.

Talvez baste perceber algo que antes acontecia no automático.

O que foi percebido pode ser acolhido.

O que foi acolhido pode começar a se transformar.

E uma nova escolha pode surgir, com leveza, no seu próprio tempo.

Você não precisa resolver a vida inteira hoje

A proposta não é resolver a vida inteira em uma única vez.

É perceber um espaço que antes passava despercebido.

Quando percebo, já não estou completamente fundido com aquilo.

E, quando existe percepção, começa a existir escolha.

Talvez você ainda esteja atravessando uma tempestade.

Mas agora pode começar a lembrar que você não é a tempestade.

Você é também o espaço que a observa.

Você é a presença que respira.

Você é a consciência que percebe.

Você é a possibilidade de escolher novamente.

A frequência que você escolhe alimentar

Neste programa, percebemos que frequência é o estado interno a partir do qual estamos vivendo.

Percebemos também que não somos os estados que atravessamos e que muitas das nossas escolhas acontecem no automático.

Quando eu percebo, começo a despertar.

Quando desperto, uma escolha se abre.

E, quando escolho com presença e consciência, começo a participar de maneira diferente da criação da minha própria realidade.

A transformação não está apenas em mudar o mundo à minha volta.

Ela começa quando mudo a maneira como me relaciono comigo, com a vida e com as possibilidades que ainda não consigo enxergar.

Você não é apenas um espectador da sua história.

Existe em você um protagonista, um criador e uma conexão profunda com o Divino.

Talvez esta seja a sua nova pergunta:

Que frequência eu escolho alimentar a partir de agora?

Fique bem!

Com presença,
Mari Presrlak

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